quarta-feira, 25 de março de 2009

"Zuca", interpretem como desejarem.

Sei que é momentâneo.
Eu sei.
Por vezes, as palavras fogem da palma da minha mão
Como se não me pertencessem...
Gostava de poder saber se o ar que respiramos não será o veneno
Ou talvez a cura...
Observo aquela árvore, como ninguém jamais terá observado
Ali, tão segura de si mesma
E tão vulnerável.
Mas mais vulnerável que eu?
Que tu?
Eu bem sei que isto nem sequer faz sentido, nem é necessário.
Estranho, como a tua vida muda do nada, mas é no "nada" que se faz tudo...
É estranho, eu sei, tu sabes e não preciso de te dizer.
Mudanças...
Levam ao desespero
Aos dias ao sol
E na noite, a observar aquela árvore...
Tal sentimento não envolve um ser racional até àquele momento.
É por isso que digo...
Nem tudo é mau, nem tudo é bom.
Há sempre equilibrio, e se não houver? Há que encontrá-lo.
E lendo o que escrevi, pergunto-me "porque escrevi tais coisas?"
Querem a resposta?
"Não sei".
Ou talvez saiba...
Malditas palavras que me fazem mudar o rumo,
Maldita vida que atormenta qualquer um, e hoje,
foi um maldito dia.
Estou bastante Revoltada. Desculpem, tentem outro termo.
Triste? Deprimida?
Chamem-me Besta (Quadrada).
Eu devo adorar.
As pessoas querem acção diabólica, iremos então conceder-lhes esse presente.
O tempo tem-me consumido a alma,
E a minha alma tem passeado por plateias de pessoas sarcásticas.
Mas a minha capacidade de ver não me proibirá de "sentir" aquela árvore...
E o ar, ao menos esse! Que me serve de equilibrio...!
Vou vagueando, por aí...
Observando.


P.S. : Não te percas.

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